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Liga de Amigos de Sobral Bendito

Fundada em 18 de Novembro de 1981, a Liga de Amigos de Sobral Bendito, sucedeu à Comissão de Melhoramentos de Sobral Bendito, cujo início de actividade remonta a 24 de Agosto de 1942.

 

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Liga de Amigos de Sobral Bendito

Fundada em 18 de Novembro de 1981, a Liga de Amigos de Sobral Bendito, sucedeu à Comissão de Melhoramentos de Sobral Bendito, cujo início de actividade remonta a 24 de Agosto de 1942.

 

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Sobral Bendito

Sobral Bendito, é uma pequena aldeia de montanha pertence à freguesia de Pessegueiro, Concelho de Pampilhosa da Serra. Aldeia de tradições e costumes serranos e muito antigos, guarda ainda hoje o que de melhor as serras podem oferecer.

Este lugar foi muitas vezes conhecido pelo "cortiço" devido a ser um lugar abundante em colmeias e mel. Nas suas encostas ricas em flores silvestres,(ericáceas,as mais conhecidas são as urzes e os medronheiros) produz-se mel de reconhecida qualidade, catalogado como "Produto de Qualidade" pela Direcção Geral da Agricultura da UE.

Fundada em 1874 por António Gonçalves de Almeida, a sua denominação original era " Sobreiral Bendito".

De facto reza a lenda que, o seu fundador, agricultor de profissão e nobre de coração, vinha de uma aldeia vizinha que dista a pé 2 horas de caminho, chamada "Carvalho", para as suas terras, onde também existia uma cultura acentuada de sobreiros e, pelo calor, ele lá se refugiava dizendo "meu sobreiral bendito que tão boa sombra me dás".

Mais tarde, casa e decide vir morar para este lugar ao qual se juntaram duas famílias, mais ou menos na mesma época: a família Rodrigues e a família Francisco.

Foi nos anos 40 do século passado que Sobral Bendito teve o maior número de habitantes, cerca de 60, tendo actualmente residentes 8 e não residentes cerca de 150 espalhados pelos 4 cantos do mundo. Em Portugal Continental, na Alemanha, em França, no Canadá e na Suíça entre outros, podemos encontrar gentes do Sobral Bendito e seus descendentes a maioria dos quais se juntam no mês de Agosto todos os anos.

Hoje Sobral Bendito, ao contrário de muitas aldeias da Serras da Pampilhosa, tem um ar moderno e convidativo mercê do esforço da sua liga regionalista. É servida por estrada alcatroada distando poucos Kms da estrada nacional 112 que liga a sede do Concelho à cidade de Coimbra.

Cristina Lamy

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Sobral Bendito a sua história

A história de Sobral Bendito, é como a de muitas aldeias das Serras da Pampilhosa, complicada de descrever e ao mesmo tempo tão simples de encontrar. O mais provável é que o facto de o terreno no local ser fértil e de a água ser abundante, tenha criado as condições necessárias à fixação de algumas famílias.

Segundo a tradição oral, foram seus primeiros habitantes  gentes de Carvalho que terão encontrado neste local o seu meio de   subsistência.

De facto reza a lenda que, o seu fundador,(Como já foi mencionado) agricultor de profissão e nobre de coração, vinha de uma aldeia vizinha que dista a pé 2 horas de caminho, chamada "Carvalho", para as suas terras, onde também existia uma cultura acentuada de sobreiros e, pelo calor, ele lá se refugiava dizendo "meu sobreiral bendito que tão boa sombra me dás".

Mais tarde, casa e decide vir morar para este lugar ao qual se juntaram duas famílias, mais ou menos na mesma época: a família Rodrigues e a família Francisco.

Isolado do resto do mundo até à primeira metade do século passado, pouco se sabe do lugar primitivo que originou esta aldeia. A sua localização geográfica, que lhe permite receber sol todo o ano a qualquer hora, provavelmente terá criado as condições ideais para a permanência a tempo inteiro das primeiras famílias.  Do antigo assentamento pouco ou nada resta, apenas algumas paredes nas hortas fazem adivinhar tempos passados no isolamento das serranias da Beira Serra.


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Gentes de Sobral Bendito

Como em muitas outras aldeias do Concelho de Pampilhosa da Serra, os laços familiares são uma constante entre os habitantes desta pequena aldeia da Freguesia de Pessegueiro.

De contacto fácil e bons no receber, os habitantes mostram na sua forma de ser o típico homem das montanhas isoladas ao longo de séculos. Se por um lado ressalta a facilidade de receber os visitantes, não é menos verdade que o fazem com alegria, pois as oportunidades de contacto com gentes de outras paragens hoje como no passado não são muito habituais. Gentes com um sentido de entreajuda muito vincado, soube sempre arrancar das pequenas parcelas em varanda o que de melhor a terra pode dar. Ainda hoje tanto nas lides do dia a dia como em especiais momentos de festa, o aspecto comunitário é a forma que Os do Sobral Bendito encontram para tornar os seus eventos um sucesso.

De entre as várias figuras que mais se destacam na actualidade, encontramos homens e mulheres que fazem do Regionalismo a sua bandeira e da sua terra o seu mundo a preservar. São prova disso as modernas instalações do seu centro de convívio, o lavadouro cuidado de forma exemplar e a capela sempre guardada preservada.

No passado homens e mulheres houve que marcaram a sua época, mercê do seu carácter reservaram lugar seguro na história de Sobral Bendito. Uma das figuras mais lembradas é Augusto Gonçalves – O Brasileiro ( por ter vivido no Brasil ) -  que foi também o primeiro proprietário de uma capela na aldeia. Mas convém simplificar a afirmação explicando o seguinte:

Por volta do ano 1942 por falta de terrenos na aldeia, foi construída a capela de Nossa Senhora do Livramento em terrenos particulares, propriedade do "Brasileiro", tal terreno era murado e servido por um portão, de forma a que o acesso ao templo era apenas possível com autorização do dono do dito espaço. Segundo se sabe não era de forma alguma complicado rezar o terço ou a missa, uma vez que a disponibilidade do Augusto “O Brasileiro” era total sempre que necessário.

São factos assim, que mostram o altruísmo destes serranos, o que levou alguém um dia a dizer deles o seguinte: " Rasgos de uma nobreza inconfundível, de um carácter afável e doce, enfim é a gente das Serras da Pampilhosa."

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Pampilhosa da Serra

Aspecto da VilaO concelho da Pampilhosa da Serra que tem por sede a antiga vila do mesmo nome, situa-se na Beira interior do território nacional. Pertence ao distrito e bispado de Coimbra, à província da Beira Baixa e é comarca. Ocupa uma extensa área de cerca 396 Km2, sendo o maior concelho do distrito a que pertence. Integra as freguesias de Cabril, Dornelas do Zêzere Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo, Unhais- o-Velho e Vidual de Cima.

Relativamente aos limites fronteiriços, o concelho é limitado a Norte pelo município de Arganil, a Poente pelos de Góis e Pedrógão Grande, a Sul pelos da Sertã e Oleiros, e a Nascente pelos do Fundão e Covilhã.

O enquadramento posicional deste concelho no conjunto do território português, com a Beira Litoral a Poente e a Beira Baixa a Nascente, permitiu-lhe uma situação de convergência entre estas duas importantes regiões do país. Paisagem

Um outro factor determinante que terá contribuído para a fixação dos povos nesta região foi certamente a abundância de água. No concelho correm os rios Ceira a norte, o rio Unhais a meio e o rio Zêzere a sul. A par destes há outros cursos de água dignos de nota, nomeadamente as ribeiras de Carvalho, Praçais e Pessegueiro.

O território Pampilhosense é hoje bem diferente do da época da sua fundação. Até finais do século XVI, o concelho da Pampilhosa compreendia uma única paróquia, a de Nossa Senhora do Pranto da Pampilhosa, onde já se desenhavam quase todos os lugares que a integram actualmente, bem como os lugares do Cabril, Sanguessuga, Praçais, Pessegueiro, Braçal, Malhadas, Carvoeiro e Machio.

No princípio do século XVII, provavelmente no ano de 1614, o lugar do Cabril viria a tornar-se sede da segunda paróquia do concelho da Pampilhosa, que incluía os lugares de Praçais e Sanguessuga. Comprovam esta afirmação, os registo da paróquia de S. Domingos do Cabril, que tiveram início nesta data e que acusam nascimentos, neste lugar, bem como nos lugares de Praçais e Sanguessuga.

A terceira paróquia a integrar o Concelho da Pampilhosa, na primeira metade do século XVIII, no ano de 1724 foi S. Simão de Pessegueiro. Esta, incluía os lugares de Pessegueiro de Cima, Pessegueiro de Baixo, Malhadas da Serra, Coelhal, Braçal e Carvoeiro.

No ano de 1835, S. Miguel do Machio era a quarta paróquia a integrar o concelho da Pampilhosa, compreendendo os lugares de Machio de Baixo e de Cima e Vale Pereiras.

Com a divisão administrativa de 24/10/1855, o concelho da Pampilhosa recebeu as freguesia de Dornelas do Zêzere; Janeiro de Baixo, Unhais o Velho, Vidual de Cima e Fajão (integradas no extinto concelho de Fajão); e a Portela do Fojo (compreendia alguns lugares de Álvaro e outros do concelho de Alvares).

in: património pampilhosense

Links: www.netpampilhosense.org

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Freguesia de Pessegueiro

Pessegueiro aspecto geralSobral Bendito pertence à freguesia de Pessegueiro. Pessegueiro, tal como muitas das aldeias do concelho de Pampilhosa da Serra, é uma povoação localizada na meia encosta das vertentes das serras de xisto que se estendem para lá dos limites administrativos desta região e que são o elemento fundamental da sua identidade.

Os povoados destas serranias resultam, na opinião de vários autores, de uma dispersão das construções motivada pela fixação desde a Idade Média das diferentes famílias nos locais mais favoráveis à agricultura. Aproveitavam-se os pequenos espaços localizados nos vales, onde o menor declive, o acesso a água e os melhores solos favoreciam a sua utilização como campos de cultivo e construíam-se as casas de habitação nas vertentes próximas mais abrigadas. Nestes locais espalhados por toda a serra nasceram pequenas aldeias com fortes relações sociais e económicas entre eles, suportando populações reduzidas e com laços familiares. Cresceram apenas aquelas onde o desafogo da localização, a posição face a vias de comunicação ou a possibilidade de diversificação dos meios de subsistência (para a pastorícia, por exemplo) permitiam a fixação de uma população mais numerosa.   

Este foi o caso de Pessegueiro, aldeia centenária, cujos primeiros habitantes podem ter sido cristãos que permaneceram nesta região após a Reconquista, beneficiando de privilégios régios aos que se fixassem nestas áreas inóspitas. O facto de contar já com 72 fogos em 1757 e da sua igreja matriz ter inscrições datadas do século XVI demonstra a antiguidade da povoação.

Lagar de Pessegueiro



O núcleo original da aldeia localizou-se concerteza na parte baixa, próximo da ribeira, sendo constituído por casas de xisto de pequena dimensão, com dois andares nas de famílias de mais posses, cujo rés-do-chão se destinava aos animais e às ferramentas agrícolas, sendo o primeiro andar reservado à habitação. A constituição de um segundo núcleo mais acima na vertente e mais próximo das propriedades localizadas nos troços a montante da ribeira deverá, de acordo com os relatos dos mais idosos, ter sido posterior e o seu desenvolvimento inicial terá ocorrido na zona do Pereiro, cujas principais casas já não existem e junto à Eira.

Tínhamos, assim, até à segunda metade deste século, Pessegueiro de Cima e Pessegueiro de Baixo como dois núcleos perfeitamente demarcados, altura em que a construção de uma estrada de ligação reuniu os aglomerados fisicamente e permitiu o surgimento de construções que hoje retiram qualquer sentido à distinção.

Entretanto, assistimos à ascensão e declínio de uma sede de freguesia que em 2001 contava apenas 218 resistentes. No século XX verificaram-se as rupturas que transformaram definitivamente o modo de vida destas comunidades, mantido quase inalterado desde a sua formação. Desde a transição do século XIX para XX, algumas famílias integravam já a corrente emigratória para o Brasil. Por outro lado, os primeiros contactos com a autoridade do Estado com verdadeiro impacto nas populações acontecem provavelmente com o recrutamento dos jovens para a Primeira Guerra Mundial. A partir desta época, intensifica-se de modo irreversível a saída de população e consolida-se o estatuto de Lisboa como destino preferencial. Tanto assim, que no momento de maior intensidade das migrações, em Pessegueiro como no conjunto do país, afirma-se a especificidade desse movimento que caracteriza a nossa região: essencialmente dirigida para Lisboa, fixando-se nos bairros populares e empregando-se num conjunto de sectores específicos, com destaque para o estabelecimento por conta própria no ramo das sucatas.

É neste contexto que o movimento regionalista se afirma pelas mãos de Pessegueirenses ilustres e, se no caso da nossa aldeia, ele nasceu ainda na década de 30 (com a fundação da Liga de Melhoramentos da Freguesia de Pessegueiro a 29 de Janeiro de 1939), a sua actuação foi particularmente importante nas décadas de 50 e 60. Ao seu trabalho incansável se deveram, nomeadamente, o abastecimento de água, o fornecimento de electricidade e a instalação de telefones numa época em que estes eram considerados privilégios e em que as autarquias locais não possuíam quaisquer competências nestas matérias.

Essa acção não se ficou por aqui e estendeu-se para a construção de equipamentos de lazer (Recinto de Festas, Parque Fluvial), de acção social (Centro de Dia), espaços públicos (Parque da Capela, jardins junto às “almas” e junto ao monumento da Liga de Melhoramentos), ou recuperação do património (Igreja Matriz, Escola Primária). Para isso contribuíu definitivamente o património legado por um habitante da aldeia vizinha do Carvoeiro, pertencente à freguesia, gerido hoje com o objectivo de desenvolver acções coordenadas com as outras entidades intervenientes neste território (autárquicas, comunitárias) sobre os domínios-chave para o desenvolvimento da aldeia perante os desafios modernos.

Para o futuro de Pessegueiro, esta aldeia conta com um vasto património, que constitui a sua riqueza e o seu maior trunfo. Este património é mais do que os seus edifícios notáveis (as típicas casas de xisto, os pitorescos edifícios religiosos - duas capelas e uma igreja –, os verdadeiros equipamentos colectivos  perfeitamente integrados na paisagem que são os múltiplos lagares e moínhos da povoação); são um modo de vida feito de tradições, celebrações, produtos regionais e, principalmente, os aspectos naturais e humanos na sua origem.

Os Pessegueirenses souberam organizar a sua vida em sociedade para enfrentar as dificuldades do meio em que viveram através da colaboração e da convivência como comunidade. A comemoração do padroeiro S. Simão com um bodo oferecido a toda a população da freguesia pelos mordomos era uma forma singela de unir todos os habitantes que se celebra até hoje no último domingo de Outubro. A Festa de Nossa Senhora de Lourdes, se bem que mais recente, e ligada já a essa abertura a influências externas é também centenária e tornou-se no principal momento de encontro, que evoluiu do baile no terreiro junto à Capela Velha em torno das concertinas e guitarras e do lume do botequim, para uma das mais animadas festas de Verão do concelho. À actividade agrícola estavam ligadas tantos outros convívios: as tibornas após a apanha da azeitona, as desfolhadas do milho, a matança do porco, a reunião em volta do alambique para destilar a aguardente de medronho. Os produtos agrícolas determinam também as principais iguarias gastronómicas: a broa e os carolos de milho, a chanfana de cabra e os produtos do fumeiro.

Não é, assim, de estranhar a importância do lagar e do moínho comunitários da povoação e, a esse propósito, surge a referência à mais importante condição natural que deu a Pessegueiro a sua especificidade: a água. A Ribeira de Pessegueiro foi a razão de ser original desta povoação, no seu nome (vindo da palavra “peixe”, piscis em latim), na sua morfologia e no seu desenvolvimento, daí a peculiaridade de tão grande número de engenhos ao longo do seu curso e da sua vitalidade na dinamização da aldeia (hoje, na componente turística e de lazer). O cariz montanhoso é o outro responsável pela beleza das suas paisagens.



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Regionalismo

A Liga dos Amigos de Sobral Bendito já existe desde 1942 ano em que foram feitos alguns melhoramentos na aldeia. Foram seus fundadores:

- António Gonçalves
- António Brás
- José Maria Gonçalves de Almeida
- Francisco Gonçalves de Almeida
- José Francisco
- João Francisco
- João Martins de Almeida
Só em 1980 um grupo de Sobralbenditenses, resolveu formalizar a Liga de forma a que todo o esforço se concentrasse no fim único de desenvolver a aldeia.

Em 1942 o primeiro melhoramento da aldeia foi a construção do chafariz e do lavadouro, obras de vital importância para a população residente, que assim viu o seu bem estar e saúde crescerem como nunca se tinha visto até então. É demais conhecido o esforço que as gentes serranas faziam para um simples lavar de roupa, ou os riscos a que estavam expostos quando se utilizavam as tão conhecidas fontes de "xafurdo".

Desde essa data, água canalizada, luz, estrada alcatroada, moinho comunitário, casa de convívio com Turismo de habitação e outros melhoramentos são os porta-estandartes desta organização de "tios, filhos, primos, netos, sobrinhos e amigos" que a cada ano se mostra mais dinâmica e com vontade de seguir em frente.

Nos seus eventos mais recentes conta-se a homenagem, exemplarmente organizada, feita à Cecília, que contou com a presença de muitos serranos entre eles o Sr. Arcebispo Emérito de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira.

"Todos seremos poucos" é o seu lema que percorre gerações sempre, actual e com a força de um slogan eterno!

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